{"id":5350,"date":"2025-10-29T15:00:00","date_gmt":"2025-10-29T18:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agriconbusiness.com\/?p=5350"},"modified":"2025-11-06T08:41:10","modified_gmt":"2025-11-06T11:41:10","slug":"fosfato-bicalcico-na-agricultura-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agriconbusiness.com\/en\/fosfato-bicalcico-na-agricultura-brasileira\/","title":{"rendered":"Fosfato Bic\u00e1lcico na Agricultura Brasileira"},"content":{"rendered":"<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"5350\" class=\"elementor elementor-5350\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7d3aa6d e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"7d3aa6d\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-68bd0e19 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"68bd0e19\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n<p>Por: <strong>Alceu Linares P\u00e1dua J\u00fanior<\/strong> &#8211; <em>Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha<\/em> e Mucuri e <strong>Ernane Miranda Lemes<\/strong> &#8211; <em>Agricon Business<\/em><\/p>\n\n<p>O fosfato bic\u00e1lcico, conhecido na pr\u00e1tica agr\u00edcola como DCP (dic\u00e1lcico), \u00e9 uma fonte de f\u00f3sforo e c\u00e1lcio de libera\u00e7\u00e3o gradual muito \u00fatil para quem gerencia fazendas cuja aplica\u00e7\u00e3o principal \u00e9 na alimenta\u00e7\u00e3o animal, e com potencial para uso como fertilizante.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de fertilizantes sol\u00faveis que liberam todo o nutriente rapidamente, o DCP se dissolve mais lentamente, garantindo um suprimento mais constante de f\u00f3sforo e c\u00e1lcio \u00e0 raiz das plantas especialmente em solos tropicais \u00e1cidos, como os do Cerrado. Esse comportamento \u00e9 fruto de sua solubilidade moderada em \u00e1gua e em solu\u00e7\u00f5es mais \u00e1cidas, o que faz com que o f\u00f3sforo seja disponibilizado ao longo do ciclo da cultura, sem picos que muitas vezes n\u00e3o coincidem com a demanda real das plantas.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da ind\u00fastria ao campo: como o DCP \u00e9 produzido<\/h2>\n<p><\/p>\n<p>Na ind\u00fastria, o DCP \u00e9 obtido pela rea\u00e7\u00e3o controlada de \u00e1cido fosf\u00f3rico com fontes de c\u00e1lcio, como carbonato de c\u00e1lcio, cal virgem ou cal hidratada, em condi\u00e7\u00f5es de temperatura e pH espec\u00edficos. O processo gera di\u00f3xido de carbono e \u00e1gua como subprodutos, e o produto final pode ser seco e acondicionado em forma de p\u00f3 fino, microgr\u00e2nulos ou gr\u00e2nulos maiores. A escolha da granulometria impacta diretamente a aplica\u00e7\u00e3o no campo: o p\u00f3 tem maior \u00e1rea de contato e libera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida, mas \u00e9 dif\u00edcil de manusear em m\u00e1quinas convencionais; os microgr\u00e2nulos equilibram reatividade e praticidade em linhas de plantio; j\u00e1 os gr\u00e2nulos maiores s\u00e3o indicados para distribui\u00e7\u00e3o a lan\u00e7o e em sistemas mecanizados. Importante ressaltar que a granulometria do fertilizante deve ser homog\u00eanea para evitar distinta rea\u00e7\u00e3o das part\u00edculas de tamanhos diferentes.<\/p>\n<p><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Solos, pH e efici\u00eancia: o segredo est\u00e1 no equil\u00edbrio<\/h2>\n<p><\/p>\n<p>A efici\u00eancia do fosfato bic\u00e1lcico depende muito do solo em que \u00e9 aplicado. Em solos com pH H<sub>2<\/sub>O entre 5,0 e 6,5, t\u00edpicos de muitas regi\u00f5es agr\u00edcolas brasileiras ap\u00f3s calagem, ele rende melhor, pois h\u00e1 menos fixa\u00e7\u00e3o de f\u00f3sforo por ferro e alum\u00ednio. Em solos muito \u00e1cidos (pH abaixo de 4,5), o nutriente tende a ficar \u201cpreso\u201d em compostos insol\u00faveis; em solos alcalinos (acima de 7,0), pode precipitar como fosfato tric\u00e1lcico, igualmente pouco dispon\u00edvel. Em solos de textura arenosa e m\u00e9dia favorecem a difus\u00e3o do f\u00f3sforo, enquanto solos argilosos e ricos em \u00f3xidos de ferro demandam cuidados extras, como a aplica\u00e7\u00e3o conjunta de mat\u00e9ria org\u00e2nica ou inoculantes microbianos que liberem \u00e1cidos org\u00e2nicos na rizosfera (regi\u00e3o pr\u00f3xima a raiz) no rizossolo e diminuam a fixa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estrat\u00e9gias de manejo para potencializar resultados<\/h2>\n<p><\/p>\n<p>Para contornar limita\u00e7\u00f5es em solos de alta fixa\u00e7\u00e3o, recomenda\u2011se corrigir a acidez com calc\u00e1rio antes do fosfato bic\u00e1lcico, usar mat\u00e9ria org\u00e2nica para reduzir s\u00edtios de adsor\u00e7\u00e3o e, em casos mais cr\u00edticos, combinar DCP com fontes de f\u00f3sforo altamente sol\u00faveis, como MAP ou superfosfato simples, garantindo disponibilidade imediata e sustentada. Outra alternativa \u00e9 aplicar microrganismos solubilizadores de f\u00f3sforo (PSB) e fungos micorr\u00edzicos, que promovem dissolu\u00e7\u00e3o adicional do DCP junto \u00e0s ra\u00edzes. Essas pr\u00e1ticas integradas maximizar\u00e3o a absor\u00e7\u00e3o pelas plantas e aumentam o retorno sobre o investimento.<\/p>\n<p><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O melhor momento e local para aplicar<\/h2>\n<p><\/p>\n<p>Quanto ao momento de aplica\u00e7\u00e3o, a recomenda\u00e7\u00e3o geral \u00e9 posicionar o fosfato bic\u00e1lcico perto da linha de plantio ou das covas, antes ou durante a semeadura, para que a raiz em desenvolvimento tenha contato direto com o nutriente. Em culturas anuais, a incorpora\u00e7\u00e3o na pr\u00e9-semeadura equilibra libera\u00e7\u00e3o gradual e in\u00edcio r\u00e1pido de absor\u00e7\u00e3o; em perenes, a aplica\u00e7\u00e3o junto ao plantio de mudas favorece o estabelecimento radicular. Aplica\u00e7\u00f5es em cobertura s\u00e3o menos indicadas, dado que o f\u00f3sforo pouco migra no perfil do solo, ficando longe das ra\u00edzes se aplicado entre linhas.<\/p>\n<p><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Clima e solo: uma parceria essencial<\/h2>\n<p><\/p>\n<p>O clima tamb\u00e9m interfere: chuvas regulares mant\u00eam o solo \u00famido, condi\u00e7\u00e3o essencial para a dissolu\u00e7\u00e3o do DCP; j\u00e1 o excesso de chuva favorece eros\u00e3o e transporte superficial, reduzindo a efici\u00eancia. Temperaturas moderadas aceleram tanto a solubiliza\u00e7\u00e3o quanto a atividade microbiana, mas calor excessivo pode intensificar processos de fixa\u00e7\u00e3o indesejada. Por isso, conhecer o regime local de precipita\u00e7\u00e3o e as previs\u00f5es sazonais ajuda a programar a aplica\u00e7\u00e3o e, se poss\u00edvel, combinar com irriga\u00e7\u00e3o controlada para evitar per\u00edodos secos que atrasem a libera\u00e7\u00e3o de f\u00f3sforo.<\/p>\n<p><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Novas tecnologias e tend\u00eancias do mercado<\/h2>\n<p><\/p>\n<p>Para quem busca inova\u00e7\u00f5es, o mercado tem avan\u00e7ado em microgranulados e <em>blends<\/em> que misturam DCP a fontes sol\u00faveis, promovendo um \u201cefeito duplo\u201d de libera\u00e7\u00e3o imediata e sustentada. Encapsulamentos em pol\u00edmeros ou compostos minerais retardam ainda mais a libera\u00e7\u00e3o, prolongando a disponibilidade por semanas. Em sistemas org\u00e2nicos, o fosfato bic\u00e1lcico natural \u00e9 aceito pelas certifica\u00e7\u00f5es, pois n\u00e3o depende de aditivos sint\u00e9ticos e prov\u00e9m de rochas fosf\u00e1ticas. J\u00e1 as nanoformula\u00e7\u00f5es, embora promissoras em reduzir doses, ainda aguardam comprova\u00e7\u00e3o de custo\u2011benef\u00edcio em larga escala.<\/p>\n<p><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Custos, viabilidade e sustentabilidade econ\u00f4mica<\/h2>\n<p><\/p>\n<p>Falando em custo, o DCP costuma ser mais barato para produzir e transportar, gra\u00e7as \u00e0 menor energia e insumos necess\u00e1rios, mas seu teor de f\u00f3sforo dispon\u00edvel \u00e9 menor que o de fertilizantes convencionais. Isso significa aplicar volumes maiores para atender \u00e0 demanda das lavouras, o que pode elevar os custos de aplica\u00e7\u00e3o e, em solos muito \u00e1cidos, exigir tamb\u00e9m calagem adicional. Em cen\u00e1rios de alta demanda inicial de f\u00f3sforo, fontes sol\u00faveis podem proporcionar melhor retorno, mas para manuten\u00e7\u00e3o de rotina em solos bem manejados, o DCP pode representar economia e menor impacto ambiental.<\/p>\n<p><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qualidade, seguran\u00e7a e responsabilidade ambiental<\/h2>\n<p><\/p>\n<p>Outro ponto importante \u00e9 a qualidade do produto: rochas fosfatadas cont\u00eam impurezas como metais pesados (c\u00e1dmio, chumbo) e fluoretos, que podem acumular no solo ou na planta. Por isso, sempre exija laudos que atestem os limites legais de contaminantes e, se necess\u00e1rio, opte por produtos submetidos a processos de lavagem ou calcina\u00e7\u00e3o para reduzir essas impurezas. A escolha de fertilizantes de boa proced\u00eancia protege a sa\u00fade do gado, de trabalhadores e a qualidade dos alimentos produzidos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>No campo ambiental, o fosfato bic\u00e1lcico reduz perdas por lixivia\u00e7\u00e3o e risco de eutrofiza\u00e7\u00e3o de rios e lagos, pois libera f\u00f3sforo lentamente, diminuindo picos de concentra\u00e7\u00e3o na \u00e1gua. Estudos indicam redu\u00e7\u00e3o significativa de escoamento de f\u00f3sforo do fosfato bic\u00e1lcico em compara\u00e7\u00e3o com fontes sol\u00faveis, contribuindo para a conserva\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos e para pr\u00e1ticas agr\u00edcolas mais sustent\u00e1veis. Aliar DCP a corretivos de acidez com c\u00e1lcio e manejo de cobertura vegetal potencializa ainda essa redu\u00e7\u00e3o de perdas.<\/p>\n<p><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Inova\u00e7\u00e3o brasileira e o futuro do fosfato bic\u00e1lcico<\/h2>\n<p><\/p>\n<p>Finalmente, no Brasil, empresas de minera\u00e7\u00e3o e tecnologia t\u00eam se associado a universidades e institutos de inova\u00e7\u00e3o para desenvolver rotas mais limpas de produ\u00e7\u00e3o de fosfato bic\u00e1lcico e reciclagem de res\u00edduos. Projetos colaborativos envolvendo grandes mineradoras, o SENAI e a Embrapii t\u00eam buscado aprimorar processos de beneficiamento e explorar subprodutos de minera\u00e7\u00e3o para transformar em fertilizantes, diminuindo o uso de recursos naturais e gera\u00e7\u00e3o de rejeitos. Para o gerente de fazenda, acompanhar esses avan\u00e7os pode significar obter produtos com melhor desempenho, menor custo e maior responsabilidade socioambiental, alinhando a produtividade \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o do solo e da \u00e1gua.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ara\u00fajo, T. D. A. (2014). Estudo dos fundamentos de microgranula\u00e7\u00e3o do fosfato bic\u00e1lcico em um misturador aglomerador de alto cisalhamento (Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, Escola Polit\u00e9cnica, Universidade de S\u00e3o Paulo). <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.11606\/D.3.2014.tde-26082015-164455\">https:\/\/doi.org\/10.11606\/D.3.2014.tde-26082015-164455<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Brennan, R. F., &amp; Bolland, M. D. A. (2007). Effectiveness of dicalcium phosphate compared with superphosphate for wheat grown on acidic sandy soils. Journal of Plant Nutrition, 30(5), 725-736. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1081\/PLN-200052649\">https:\/\/doi.org\/10.1081\/PLN-200052649<\/a>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ernani, P. R.; Almeida, J. A., &amp; Santos, F. C. (2016). Qu\u00edmica do solo e manejo da fertilidade do solo para culturas anuais. Vi\u00e7osa: Editora UFV.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Fertahi, S., Bertrand, I., Ilsouk, M., Oukarroum, A., Amjoud, M.B., Zeroual, Y., &amp; Barakat, A. (2020). New generation of controlled release phosphorus fertilizers based on biological macromolecules: Effect of formulation properties on phosphorus release. International Journal of Biological Macromolecules, 143, 153-162. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ijbiomac.2019.12.005\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ijbiomac.2019.12.005<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mello, J.W.V., &amp; Alleoni, L.R.F. (2009). Qu\u00edmica e mineralogia do solo (Vol. 2). Vi\u00e7osa: SBCS.Murray, J.J.; Nunn, J. H.; Steele, J. G. (2003). Prevention of oral disease (4\u00aa ed.). Oxford: Oxford University Press.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Norberg, L., &amp; Aronsson, H. (2022). Mitigating phosphorus leaching from a clay loam through structure liming. Acta Agriculturae Scandinavica, Section B &#8211; Soil &amp; Plant Science, 72(1), 987-996. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1080\/09064710.2022.2138528\">https:\/\/doi.org\/10.1080\/09064710.2022.2138528<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Novais, R. F.; Alvarez V., V. H.; Barros, N. F.; Fontes, R. L. F.; Cantarutti, R. B., &amp; Neves, J. C. L. (2007). Fertilidade do solo. Vi\u00e7osa: SBCS.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Silva, L. I. d., Pereira, M. C., Carvalho, A. M. X. d., Buttr\u00f3s, V. H., Pasqual, M., &amp; D\u00f3ria, J. (2023). Phosphorus\u2011Solubilizing Microorganisms: A Key to Sustainable Agriculture. Agriculture, 13(2), 462. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.3390\/agriculture13020462\">https:\/\/doi.org\/10.3390\/agriculture13020462<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Teles, A. P. B., Rodrigues, M., Herrera Bejarano, W. F., Soltangheisi, A., Sartor, L. R., Withers, P. J. A., &amp; Pavinato, P. S. (2017). Do cover crops change the lability of phosphorus in a clayey subtropical soil under different phosphate fertilizers? Soil Use and Management, 33(1), 34-44. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/sum.12327\">https:\/\/doi.org\/10.1111\/sum.12327<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Zapata, F., &amp; Roy, R. N. (2004). Use of phosphate rocks for sustainable agriculture. FAO Fertilizer and Plant Nutrition Bulletin, 13. <a href=\"https:\/\/www.fao.org\/3\/y5053e\/y5053e00.htm\">https:\/\/www.fao.org\/3\/y5053e\/y5053e00.htm<\/a>\u00a0<\/p>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fosfato bic\u00e1lcico, conhecido na pr\u00e1tica agr\u00edcola como DCP (dic\u00e1lcico), \u00e9 uma fonte de f\u00f3sforo e c\u00e1lcio de libera\u00e7\u00e3o gradual muito \u00fatil para quem gerencia fazendas cuja aplica\u00e7\u00e3o principal \u00e9 na alimenta\u00e7\u00e3o animal, e com potencial para uso como fertilizante.<\/p>","protected":false},"author":5,"featured_media":5432,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[25,24,23,26],"class_list":["post-5350","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-agricultura-brasileira","tag-agro","tag-fosfato-bicalcico","tag-sustentabilidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agriconbusiness.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5350","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agriconbusiness.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agriconbusiness.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agriconbusiness.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agriconbusiness.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5350"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/agriconbusiness.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5350\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5433,"href":"https:\/\/agriconbusiness.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5350\/revisions\/5433"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agriconbusiness.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5432"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agriconbusiness.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agriconbusiness.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agriconbusiness.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}